Alinhamento com políticas públicas

Os investidores sociais operam uma ampla diversidade de estratégias para alinhamento com políticas públicas. No entanto, comparativamente a 2016, a proporção de respondentes que adota estratégias de aproximação com políticas públicas caiu 6 pontos percentuais, passando de 86% para 80%.

DIMINUI A PARCELA DE ORGANIZAÇÕES QUE ADOTA ESTRATÉGIAS DE APROXIMAÇÃO COM POLÍTICAS PÚBLICAS

Entre 2016 e 2018, as únicas estratégias de alinhamento com políticas públicas que apresentaram crescimento foram: desenvolvimento de métodos/ tecnologias sociais para serem incorporados às políticas públicas (de 41% para 43%), produção de conhecimento para auxiliar a elaboração de políticas ou a gestão pública (de 31% para 38%) e articulação e mobilização de atores para elaborar, executar e monitorar políticas públicas (de 25% para 31%). As demais estratégias passaram a ser menos utilizadas pelo conjunto de investidores sociais respondentes. Vale destacar que duas novas alternativas foram inseridas no Censo GIFE 2018, o que pode comprometer a comparação com a edição anterior.

Gráfico 9: Organizações por tipo de estratégia de aproximação com políticas públicas


ALINHAMENTO COM POLÍTICAS PÚBLICAS OCORRE MAIS EM NÍVEL MUNICIPAL DO QUE ESTADUAL OU FEDERAL

Conforme visto, parcerias com governos municipais (45%) prevalecem nos três projetos ou programas mais representativos desenvolvidos por investidores sociais em relação a parcerias com instâncias governamentais estaduais (29%) e federal (23%).

Em linha com essa tendência, as estratégias de alinhamento com políticas públicas ocorrem prioritariamente em nível municipal, com exceção das ações de advocacy, cuja incidência na esfera federal se dá por uma parcela maior de organizações (10%) em comparação com as outras esferas.

Tabela 2: Organizações por tipo de estratégia de aproximação com políticas públicas e por nível da federação*


*Nota: 20% dos respondentes disseram não adotar estratégias de alinhamento, os percentuais da tabela não foram recalculados para excluí-los.

Quando examinadas as características centrais para que a aproximação com políticas públicas seja benéfica para todos os envolvidos (incluindo a população-alvo da ação), atributos como clareza sobre o papel das partes, transparência e convergência de propósitos foram mencionados como importantes ou muito importantes pelo maior percentual de respondentes. Chama a atenção que a garantia de gestão compartilhada foi destacada como muito importante ou importante por uma parcela menor de respondentes, ainda que por um percentual alto (62%).

Gráfico 10: Organizações por importância de características para que a aproximação com políticas públicas seja benéfica


MOROSIDADE, DESCONTINUIDADE DE AÇÕES E EXCESSO DE BUROCRACIA SÃO AS PRINCIPAIS BARREIRAS DE APROXIMAÇÃO COM POLÍTICAS PÚBLICAS

Quanto às principais dificuldades para aproximação com políticas públicas, 32% das organizações se queixam de morosidade, 30% reclamam de descontinuidade de iniciativas devido a mudanças políticas e 21% indicam excesso de burocracia na execução de projetos ou programas.

Gráfico 11: Organizações por duas principais dificuldades na aproximação com políticas públicas